O que gosto desta marcha!...
Uma das peças interpretadas no Concerto de Ano Novo, de Viena. Deixo-vo-la para que "bebam" desta beleza, da força que faz a união/participação de todos quantos a ouvem.
Uma das peças interpretadas no Concerto de Ano Novo, de Viena. Deixo-vo-la para que "bebam" desta beleza, da força que faz a união/participação de todos quantos a ouvem.
A propósito do maestro recordei um diálogo, ouvido há tempo, entre mãe e filha, à saída de um Concerto.
- Mãe, que pauzinho era aquele que o senhor da música tinha na mão?
A mãe sorri, explica.
- Mãe, aquele senhor é o pai dos outros senhores?
A mãe, ar de espanto: porquê?
- Porque os outros senhores só tocam quando ele manda. Não viste, mãe? Ele aponta o pauzinho para uns senhores e eles tocam, depois para outros, e eles tocam, depois, faz assim com os braços (abre os bracitos num gesto largo) e eles param.
Uma vez mais, a mãe sorri, explica.
- Mãe, aquele senhor é pai dos senhores e meninos que estavam a ver?
A mãe, dá uma bela gargalhada, e, pergunta, uma vez mais: porquê?
A menina, de resposta rápida.
- Não viste que ele mandava bater palmas, depois levantava a mão, mandava parar. Mãe, aquele senhor é o pai de...
Assisti a parte deste diálogo absolutamente delicioso.
Mãe e filha, seguiram, afastámo-nos.
Interrogo-me sobre se haveria respostas que satisfizessem as dúvidas daquela pequenina.
- Mãe, que pauzinho era aquele que o senhor da música tinha na mão?
A mãe sorri, explica.
- Mãe, aquele senhor é o pai dos outros senhores?
A mãe, ar de espanto: porquê?
- Porque os outros senhores só tocam quando ele manda. Não viste, mãe? Ele aponta o pauzinho para uns senhores e eles tocam, depois para outros, e eles tocam, depois, faz assim com os braços (abre os bracitos num gesto largo) e eles param.
Uma vez mais, a mãe sorri, explica.
- Mãe, aquele senhor é pai dos senhores e meninos que estavam a ver?
A mãe, dá uma bela gargalhada, e, pergunta, uma vez mais: porquê?
A menina, de resposta rápida.
- Não viste que ele mandava bater palmas, depois levantava a mão, mandava parar. Mãe, aquele senhor é o pai de...
Assisti a parte deste diálogo absolutamente delicioso.
Mãe e filha, seguiram, afastámo-nos.
Interrogo-me sobre se haveria respostas que satisfizessem as dúvidas daquela pequenina.
ResponderEliminarUm diálogo delicioso, GL. Em que momento perdemos nós a inocência? Sou uma saudosista e guardo na memória bons momentos. A inocência perdia-a não sei quando e, certamente, por achar isso um facto irremediável e trágico, apaguei da memória esse momento...
Beijinho
(gostei de ouvir!)
Em que momento perdemos a inocência? Não tenho resposta!
EliminarTenho, isso sim, uma outra questão. Será que a perdemos mesmo, irremediável e totalmente?! Se olharmos bem para dentro de nós, se fizermos uma simples introspeção, não encontraremos nada, nem sequer resquícios?
Beijinho, Laura.
EliminarSeremos capazes de encontrar alguma coisinha. E de que nos serve? Apenas para nos apercebermos que ainda temos capacidade de nos interrogarmos e deslumbrar. Quem se interroga não é feliz, GL. Quem se deslumbra é visto como fora do normal...
Beijinho
Eu também...
ResponderEliminarUm fantástico ano para ti.
Beijinho
Obrigada, JP!
EliminarTudo de bom também para ti.
Beijinho.
Olá GL,
ResponderEliminarObrigado por partilhares a marcha e o diálogo, momentos lindos.
Eu não me recordo do 1º concerto a que assisti, mas reza a história que eu gostei tanto que tentei acompanhar a música. Resultado? Só voltei a salas de espectáculos muitos anos depois!
Abraço grande
Olá Argos,
EliminarPor vezes sou bafejada com momentos destes.:))
Pelo que descreves portaste-te muitíssimo bem! Basta ver a duração do "castigo", penitência, o que se queira.
Valha-nos Deus!:))
Abraço grande.
GL,
EliminarLi num dos teus comentários uma referencia a ser possível encontrar resquícios de inocência dentro de nós.
Serão esses resquícios o que nso leva a acreditar mesmo sabendo que não é possível?
Abraço grande e desculpa a minha intromissão
Argos,
EliminarEstás à vontade, a porta está sempre aberta nem necessitas de bater!:))
Que resposta dás à questão que colocas? Calma, não te zangues!...
Pois, já sei que queres uma resposta.
Aqui a tens: acredito que sim! Sem inocência, sem essa espécie de "inconsciência", como lutarias contra ventos e marés? Como ultrapassarias aquilo que à partida te parece intransponível?
Não, não estou a misturar conceitos!
Pensa lá um bocadinho. Não terei razão?!
Nunca é intrometido, percebeu? Ui, que coisa!
Abraço grande.
Mas eu acredito, GL, sempre, mesmo quando se riem de mim. E prefiro que lhe chamem inocência que outra coisa!
EliminarAbraço grande
Que diálogo delicioso.
ResponderEliminarJulgo que a menina teve as respostas para as suas questões.
Delicioso, mesmo!
EliminarTenho a certeza que sim. A mãe parecia estar muito atenta:)
Votos de um Fenomenal 2014!!!
ResponderEliminarObrigada, Pedro.
EliminarTudo de bom também para ti, melhor, para vós!
Abraço.
Adoro, adoro, ador, esta marcha.
ResponderEliminarConvicta que seria de tarde, como sempre, e/ou em diferido na RTP2, o meu desejo não foi realizado quando verifiquei que tinha passado em directo de manhã, na RTP1.
Acabei de ouvir aqui.
Obrigada.
Também o ia perdendo. "Apanhei-o" por mero acaso, mas penso que no youtube está na integra.
EliminarAbraço.
a marcha é fantástica, mas a história é uma delícia.
ResponderEliminare olá neste dia chuvosoooooooooooooo!
Olá, bem-vinda!
EliminarUma delícia, mesmo! No início nem estava a perceber o que era o "pauzinho"...:))
Curiosa a forma como associa a autoridade do "homem do pauzinho", à do pai. O pai enquanto autoridade? Enquanto orientador? Enquanto alguém a quem é obrigatório obedecer? O que gostava de ter participado naquele diálogo!
Dia chuvoso? E o solinho tímido, não conta?!
Uma ternura
ResponderEliminarTudo pelo melhor
a despertar relâmpagos
Bj
Obrigada, mar!
ResponderEliminarQue a trovoada seja benfazeja.
Beijinho.
Também adoro. Que pena não conseguir assistir pessoalmente.
ResponderEliminarA conversa entre mãe e filha foi deliciosa.
Bj.
Irene Alves
Um dia que vá(?) a Viena gostaria de assistir a um concerto. Quem sabe?!:))
EliminarBeijinho.
Já ouvi/li algumas histórias sobre o "pausinho" do maestro, mas espremi os 2 neurónios e eles recusaram-se a colaborar. Lembrei-me sim do que dizem antigos alfarrábios sobre a minha primeira ida a uma sala de cinema. A acreditar no que dizem esses velhos papiros a frase foi: "quero 3 cadeiras para me deitar".
ResponderEliminarSe isto não era inocência, era sono de 3 noites... :)
Bom 2014!
Bjo.
Só dois neurónios? Pobrezinho!
EliminarQuerer três cadeiras era inocência? Por favor, Carapauzito! Das duas uma. Ou o menino já media três metros (um por cadeira, mal dividido!), ou então? Olhe, então não sei...:)
Bom 2014, de preferência com muitas idas ao cinema.:)
Beijinho.
Que delicia. Como é bom ver as coisas de um jeito mais simples, verdadeiro e tranquilo.
ResponderEliminaramei tudo e a orquestra é simplesmente fantástica.
bjs nossos
Maravilhosos sempre, estes concertos de Ano Novo.
EliminarBeijinho para todas.
Estou de regresso, mas sem respostas...
ResponderEliminarA música é excelente.
Beijinho
Bem-vinda!
EliminarSe bem que a ausência tenha sido por uma boa causa, a verdade é que sentimos a sua falta.:)
Beijinho.